Quarta-feira, Maio 02, 2012

O PINGO DOCE



Ando por aqui muito entretido com contas e mais contas e possibilidades utópicas e outras nem por isso quando ouço por alto na televisão uma notícia verdadeiramente surpreendente. Os supermercados Pingo Doce decidiram dar 50% de desconto no 1º de Maio. Não vou discutir aqui as questões que serão naturalmente levantadas pela concorrência que quererá decerto saber como é possível e de certeza que para eles foi de facto uma má notícia.

Pelo contrário só poderá ter sido uma boa notícia para o povo que, eventualmente, tanto precisa. Melhor. Certamente tanto precisa.
Entretanto detenho-me a ver melhor a notícia e reparo que, em vez de satisfação, há muita indignação no ar porque "a publicidade é enganosa" ou porque quando se quer fazer uma acção destas deve haver "uma estrutura" montada para o efeito. E aí deixei de perceber tudo.

50% de desconto é uma belíssima oportunidade para toda a gente. Como todas as oportunidades acarreta um esforço. Quem não estiver disposto a fazer esse esforço, das duas uma: Ou não precisa do desconto ou não o merece. Tudo o resto é uma demagogia do caraças! À senhora que dizia na televisão que "infelizmente, no meu caso que venho fazer as compras habituais e não pelo desconto, estou a ter imensas dificuldades para entrar no supermercado" só me resta dar uma dica que ela, infelizmente vejam lá, não pôde aproveitar. Os outros supermercados deviam estar bem mais vazios ontem. Deixasse os que de facto precisam aproveitar.

Terça-feira, Abril 24, 2012

BLUE JEANS

ROUND AND AROUND

Ora, depois de uns dias no Brasil (é sempre pouco o tempo que se passa lá) e mais uns em Madrid, eis que regresso à tão misteriosa África.
África terá sido o berço da Humanidade (eu sou muito pouco crente dessa teoria) e talvez por isso se explique que apesar de todos os desconfortos quando daqui se sai a nostalgia seja incontornável.

Ainda pensei dar um saltinho a Lisboa mas a depressão que se vive por aí nesses dias é contagiante. Preferi não correr o risco. O povo espanhol, apesar de tudo, consegue ser bem mais alegre.

Queria poder estar aqui a escrever um post cheio de conteúdo mas como a cabeça anda vazia pouco há a fazer. Vou atirando este barro à parede esperando que ele segure.

Segunda-feira, Abril 02, 2012

TEMPO PARA SENSUALIDADE. SEMPRE.



É fácil perceber a ausência de tempo e de ideias para partilhar convosco aqui no blog.
Mas deixem-me partilhar beleza sempre que possa. Um espanto a Jessica Pare!

Sexta-feira, Março 16, 2012

UMA COISA RÁPIDA E SEM MUITA IMPORTÂNCIA

Interessa que as pessoas saibam que, um dia, "tão jovem" ou "velhinhas", qualquer pessoa vai morrer. Interessa portanto saber que não há nada que justifique sermos negativos com a vida. Alguém somos logo à partida.
E é sendo positivos que poderemos tirar partido dela ao máximo.

Quarta-feira, Março 14, 2012

"EU DIGO TUDO O QUE PENSO..."


Tenho naturalmente o hábito de restringir os meus pensamentos. Dificilmente uma palavra impensada escapa da minha língua ou caneta. A experiência ensinou-me que o silencio é parte da disciplina espiritual de um verdadeiro devoto. Encontramos tantas pessoas impacientes para falar. Toda essa conversa dificilmente tem qualquer beneficio para o mundo. É um grande desperdício de tempo. A minha timidez tem sido na realidade o meu escudo, a minha armadura. Ela permitiu-me crescer. Foi ela que me ajudou no meu discernimento da verdade.

Gandhi

JULGAMENTO

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco...
Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:
- Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo ?
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça.
O velho disse:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este e apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir ?
As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.
O velho disse:
- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem sabe se e uma benção ou não? Este e apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo...
O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca. O velho disse:
- Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar.
Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.
Eles vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre. O velho disse:
- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe ! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julgue, porque dessa maneira jamais se tornará um com a totalidade. Você ficará obcecado com fragmentos, pulará para as conclusões a partir de coisas pequenas.

Quando julgamos deixamos de crescer. Julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente deseja julgar, por estar em um processo que é sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge um pico, sempre existirá um pico mais alto. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e de nele crescer...

Quinta-feira, Março 08, 2012

NINGUÉM NASCE MULHER. TORNA-SE MULHER

Roubada daqui. Que beleza!

E QUE DIA!

Começo por dizer que quem não percebe o porquê de se comemorar o Dia Internacional da Mulher, não percebe nada de nada!
Desde o dia em que nascemos, ficamos logo a devê-lo a uma mulher. Por norma a mais importante nas nossas vidas. Na minha, definitivamente, apesar de já não a ter perto de mim.

E depois o tempo passa e traz-nos o perfume de umas, a sensualidade de outras, a inteligência de mais algumas e o companheirismo de uma e outra. A recordação de tantas. As mulheres são uma celebração por si só. Eu pelo menos tenho a sorte de poder dizer isto.

Continuem belas. Continuem a dar magia ao nosso Mundo.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

SINAIS

Como devem saber se já me lêem há algum tempo, trabalhei anos a fio em Portugal. Tive uma vida preenchida do ponto de vista profissional e bastante equilibrada a todos os níveis. Fui feliz, ocupado e cheguei mesmo a ter alguns funcionários numa micro-empresa que abri na altura. Uma coisa pequena com cerca de 5 funcionários mas que mesmo assim deu para guardar qualquer coisa. E isto, em conjunto com um emprego absolutamente extenuante. Não raro ficava até às duas da manhã no escritório a terminar um folheto ou a analisar a concorrência. Deixava essas coisas para último e acabava por ficar mais tempo do que o desejado. Do tempo que vivi em Portugal (porque não sou natural daí) guardo uma doce recordação dos últimos 6 meses. Tão doce que preciso apenas de pensar nessa época para que sinta o perfume associado. Duvido, de forma muito veemente, que algo do género se possa repetir comigo. Casmurro como sempre fui decidi que os meus objectivos é que estavam em primeiro lugar. Enfim, é a vida. Passou o tempo. Ficou a recordação.

Quando acabei de chegar a África, tratei de contactar uma estagiária na área da hotelaria com quem tinha feito amizade numa das minhas incursões pelo Norte, procurando saber se estaria disponível para vir trabalhar comigo num projecto novo que até já estava em andamento. Na altura ofereci-lhe um salário a rondar os cinco mil euros. Recusou e pediu-me nove mil euros. Agradeci mas não pude aceitar por razões que tinham a ver com rentabilidade e com o facto de ela ser uma estagiária. Há experiência ainda por adquirir.
Há dias recebi um mail dela. Hoje, está disponível por valores bem inferiores aos que eu apresentei logo no início.
Estes são sinais claros de que há muita coisa a ser mal feita na Europa. Desde Governos e Bancos que emprestam dinheiro a quem está nas ruas da amargura com juros que só ajudam a afundar até um povo que exige mais do que deve. E quem paga são aqueles que merecem mais do que ganham.

RECUPERAR DA CRISE

Roubado daqui